Live Painting de Darlene Carvalho. Foto: Programa No Rolê

Oi! Vou te contar como foi o meu primeiro live painting. [Aqui cabe uma carinha feliz e suada, viu! Hahahahahaha!] Leia e você vai entender o porquê…

O primeiro live painting

Olha, meu primeiro live painting aconteceu oficialmente no Motirõ em Movimento, coordenado pelo Coletivo NASA em Santo André (SP/Brasil). Acrescento o “oficialmente” porque na verdade, tudo começou na madrugada do dia marcado para o evento (14/05/2013). Sim! Pode acreditar. Começou com diversas questões semióticas e filosóficas sobre conceito e atribuições artísticas, questionamentos sobre ser ou não artista. Eu nunca me nomeei de artista, até começarem a me chamar de artista. Então aceitei porque era uma forma de me fazer compreendida pelas pessoas que procuravam meu trabalho. Artista? Logo lembro dos grandiosos que fizeram história (aposto que vocês também), por exemplo, grande Caravaggio, Salvador Dalí, Frida Kahlo, Goya e por aí vai… Uma lista extensa! Mas não são só esses não, outros de nossa história recente, artistas de rua, como Os Gêmeos, Kobra, Laerte, Angeli, entre outros.

Uma vez, um professor que admiro muito e tenho contato até hoje, me chamou de artista, chamou o que eu tava fazendo de arte e entrei num buraco sem fundo, sabe? HAHAHAHA! Não o buraco do ego inflado, aquele outro que não te dá respostas e traz mais perguntas, eu não admitia meu trabalho como arte, que dirá eu artista. Simplesmente fazia o que me dava vontade [continuo fazendo isso até hoje], executava e tudo bem. Nunca me importei em nomear o que estava produzindo como arte. Sabe o tal buraco questionador? Então… Foi nesse que caí durante a madrugada e por isso cabia uma carinha suada no começo desse texto pra ilustrar melhor o que eu vivi. Hahahahahahaha! Quase não dormi refletindo sobre essas questões.

Esse live painting foi em Santo André, pertinho da minha casa — quando todo o trajeto dá certo, não foi o caso. O ônibus quebrou e eu estava muito longe do evento e sem opção para chegar ao local, a não ser esperar pelo próximo ônibus… Meu pai estava comigo, é uma pessoa linda-maravilhosa tentando me acalmar na tempestade de desespero, enquanto eu tentava sem sucesso me comunicar com o povo do Coletivo NASA… Foi uma loucura! Quando consegui chegar ao Tupinikim Pizza Bar & Lounge, local do Motirõ em Movimento, estava fervendo há tempos, com música ao vivo, pintura ao vivo com a Madô, uma das artistas convidadas para live painting. Olha as fotos do Coletivo NASA:

Aí fiquei muito loucona, na correria, catando tudo o mais rápido que podia, colocando água nos potinhos, pincéis, a tela estava lá me esperando, em branco. No fim, deu certo. Ufa! E nesse momento, não tinha buraco filosófico, só o relógio me lembrando que eu tinha 1 hora pra pintar e finalizar o quadro. Doido, doido! E foi assim que nasceu a “Noturna. A coisa fluiu… Me senti livre e muito conectada com minha paixão de desenhar e pintar… Gostei muito! ?

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Quadro: Noturna. Artista: Darlene Carvalho. Foto: Flávio Nascimento.

Noturna é a mulher que não tem íris. Deusa que desfila sua liberdade e exala poder. O poder da natureza. Sinuosidade. Sorrateira e marcante. Ela me olha em preto e branco e pede que o vermelho sangue seja derramado na tela… Ei-la!

Meu primeiro live painting - Darlene Carvalho

Título: Noturna

Técnica / Suporte: Acrílica sobre Tela

Tamanho: 80 x 110 cm

Data: 14/05/2013


A foto em destaque nesse post é do Programa No Rolê que fez a cobertura do evento.
— Obrigada! Foto linda! Adorei. ?

Olá! O que você pensa sobre isso?